Doença AMR : os sintomas são facilmente detectáveis: Tensão ao encontrar a pessoa, dúvida de se poderia dar certo, aquela sensação de ainda gostar do outro, tristeza ao vê-lo, ciúmes, impossibilidade de tornar-se amigo e pior
a impressão de que ninguém é melhor! O AMR acontece quando o amor/paixão é interrompido antes que esgote. O amor tem que ser vivido, até porque o platonismo apenas funciona nas novelas. Na vida real exige muita energia, sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. É preciso vivê-lo na totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Ora, não há nada mais deprimente do que um AMR na bagagem. Aliás, tudo o que fica mal resolvido torna-se numa pequena, quase ínfima pedra no sapato. E essas pedrinhas, por mais que tentemos ignorá-las, estão lá. Elas vão ferindo os pés, e incomodam a nossa caminhada.
Um amor/paixão, quando chega ao fim, deve ser exorcizado! Precisamos de espaço para viver coisas novas. Precisamos estar abertos, disponíveis e sem traumas para que novas possibilidades possam chegar livremente. Mas quem tem um amor mal vivido faz do seu passado um sofá, e não um trampolim. Acomoda-se, senta-se e não consegue mudar de canal. A receita para prevenir o AMR é muito simples, mas quase ninguém segue a risca a receita: AMAR PRA C#$@&%§. Ops!
Desculpem-me, mas é isso! Quando é apenas uma atracção que não passou do platónico ou que fica a meio, não há grande mal
cura-se mudando de canal ou simplesmente desligando
depois é estar disponível para a vida!
Agora
o que torna o amor mal vivido é, o não 'gastar' o amor. É acabar com ele, antes do tempo. Enchemo-nos de medos, de restrições, e orgulhos, tanto que, quando o romance chega ao fim, o pouco que nos sobra é arrepender-nos de não ter feito ou vivido tanta coisa.
Amor/Paixão é para se gasto até a ultima gota, nem que isso signifique uma vida inteira. Sejamos intensos, para que, quando ele acabar, não haja dúvidas de que se viveu tudo o que pôde, de que não foram poupados esforços e isso nos fez feliz, e muito! Para que quando ele morrer, o amor, possa descansar em paz.
Se as pessoas se despissem do orgulho e abrissem o coração sem medo de se magoarem, não haveria amantes mal amados, amores mal vividos, casais incompletos, homens frustrados, mulheres defensivas, traumas e dor de cotovelo!
E agora também dei por mim, que um destes dias o V virá ao Porto, e se me disser algo (que vai dizer) eu vou estar com ele, só se não puder... porque afinal, isso tb não está resolvido... e a resolução passa para voltar ao tal lugar onde fomos felizes, mas que agora sei que ja não existe, uma vez que o sitio mudou, e os personagens também...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
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Adorei o texto amiga. E quem nunca sofreu desse terrivel mal? Adorei a palavra exorcizar, encaixa como luva perfeita. ;) Beijos.
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